O New Deal americano

Franklin Delano Roosevelt (1882-1945)

Os problemas económicos e sociais provocados pela crise de 1929 levaram a que o economista John Keynes pusesse em causa, nos anos 30, a ideia de que o sistema capitalista era capaz de se autorregular.

Keynes defendia o intervencionismo estatal: o Estado intervinha na economia regulamentando a relação entre o consumo e o investimento, de maneira a minorar os efeitos das crises cíclicas e a resolver o problema do desemprego. A sua teoria não se opunha, de maneira alguma, ao liberalismo económico; pretendia, sim, o “exercício feliz da iniciativa privada” e “assegurar, quanto possível, o pleno emprego”.

Foi com base no keynesianismo (isto é, nas teorias de John Keynes) que o presidente eleito em 1932, Franklin Roosevelt, delineou o plano de recuperação da economia durante os anos da Grande Depressão – o New Deal (nova distribuição).

O intervencionismo estatal destinava-se, em primeiro lugar, a resolver o problema do desemprego, pois, criando empregos, propiciava-se o surgimento de consumidores capazes de absorver a produção agrícola e industrial.

Em 1933-1934, o New Deal pautava-se por um conjunto de medidas, entre as quais se destacavam:

  • o investimento do Estado na construção de grandes obras públicas;
  • a desvalorização do dólar (que fez baixar o valor das dívidas ao estrangeiro);
  • a reorganização da atividade bancária;
  • a concessão de empréstimos e de indemnizações aos agricultores;
  • a fixação de preços para os produtos industriais;
  • a garantia de um salário mínimo;
  • a liberdade sindical.

Numa segunda etapa, entre 1935 e 1938, estabeleceram-se leis de proteção social, nomeadamente:

  • o fundo de desemprego;
  • a reforma por velhice e invalidez;
  • a semana de trabalho de 44 horas;
  • os subsídios por pobreza.

Roosevelt foi reeleito presidente em 1936, 1940 e 1944, o que evidencia o sucesso das suas medidas. Em resultado do New Deal, a indústria teve uma recuperação fulgurante e o desemprego baixou de 12 milhões de pessoas em 1933 para 8 milhões em 1937. O liberalismo económico passara a aceitar o intervencionismo estatal como estratégia de sobrevivência.

Guia de Estudo, História A – 12, Porto Editora

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