O papel dos meios de comunicação na ação da cultura de massas

A industrialização favoreceu o crescimento do mundo urbano e, com este, a difusão de novos hábitos culturais, dissociados do ritmo da ruralidade.

No século XX, as cidades tornaram-se metrópoles gigantes e as multidões que nelas moram apreciam os novos entretenimentos fornecidos pelos mass media e pelos desportos coletivos.

A imprensa, a rádio e o cinema, apesar de não serem invenções do século XX, adquiriram nesse século um papel importante na estandardização de valores e comportamentos (uniformização de padrões culturais). Cumpriam uma função de lazer e, simultaneamente, uma função educativa que chegava a muitas pessoas ao mesmo tempo, o que favoreceu a homogeneização cultural – a chamada cultura de massas:

– todos os serões, à volta do aparelho radiofónico, as famílias escutavam as notícias, as novelas, as peças de teatro, os êxitos da música ligeira e os clássicos da música erudita;

– o cinema (sonoro desde 1927) propiciava a evasão à rotina e aos problemas do quotidiano, veiculava valores morais e propunha, por meio dos atores mais famosos – as estrelas de cinemamodelos de comportamento e de beleza física;

– os jornais, de leitura mais acessível do que as obras literárias, eram instrumentos poderosos na formação da opinião pública; incluíam, histórias de guerra e de crime, títulos bombásticos, crónicas avulso, secções desportivas, páginas femininas e, muitas das vezes, histórias em banda desenhada, que os jovens guardariam para sempre como uma das melhores recordações do seu período de crescimento.

A par dos jornais proliferam as revistas que exploram as temáticas mais diversas, procurando responder aos desejos e ambições de um público cada vez mais vasto.

As classes médias desenvolvem, ainda, interesse por novos géneros literários: o romance policial (as obras de Agatha Christie, criadora do célebre inspetor Poirot e de Georges Simenon, criador do Comissário Maigret alcançaram grande popularidade), a banda desenhada (heróis como Tintim, Super-Homem, Pato Donald passaram a dominar o imaginário de muitas crianças e jovens) e o romance cor-de-rosa (no qual se destacou a autora Bárbara Cartland). Esta literatura sentimental conquistou predominantemente o público feminino.

Capa da versão portuguesa, "The Man in the Brown Suit" ("O Homem do Fato Castanho"), 1924, de Agatha Christie, publicada pela Coleção Vampiro (n.º100), c. 1955.

 
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