A Lição de Salazar (IV)

A política de obras públicas é aproveitada pela propaganda salazarista para incutir no povo português a ideia de que o chefe (Salazar) é imprescindível na modernização material do país.

A ilustração destinava-se a chamar a atenção para o contraste entre a secura e a fertilidade. O cartaz opõe a “escalvados montes/ pinhais reverdecidos”, a “ressequidos campos/ louras searas” e a “intransitáveis caminhos/ magníficas estradas” que cortam Portugal de lés a lés.

Igualmente, demonstra que o desenvolvimento/civilização (estrada de alcatrão, os postes de luz elétrica e o automóvel) pode nascer na nação sem destruir o tão  enaltecido mundo rural. Esta simbiose mundo rural/ tradição/ reformismo – industrialização era possível sem desfigurar o rosto característico da nação portuguesa.

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