A Organização das Nações Unidas – ONU

FUNDAÇÃO E OBJETIVOS:

A preservação da paz e a promoção da colaboração entre todos os povos foi um dos objetivos de todas as cimeiras realizadas pelos Aliados. Estes objetivos foram confirmados na Conferência de Ialta e tiveram concretização na Conferência de S. Francisco, ainda em 1945, com a assinatura da Carta das Nações Unidas por 51 países envolvidos na Segunda Guerra Mundial. Nesta Carta explanam-se os objetivos que presidiram à sua criação:

Capítulo I – FINS E PRINCÍPIOS

Artigo 1

Os fins das Nações Unidas são:

  1.  Manter a paz e a segurança internacionais e para isso: tomar, coletivamente, medidas efetivas para evitar ameaças à paz e reprimir os atos de agressão, ou outra qualquer rutura de paz e chegar, por meios pacíficos, e em conformidade com os princípios da justiça e do direito internacional, a um ajuste ou solução das controvérsias ou situações que possam levar a uma perturbação da paz;
  2. Desenvolver relações de amizade entre as nações baseadas no respeito do princípio da igualdade de direitos e da autodeterminação dos povos e tomar outras medidas apropriadas ao fortalecimento da paz universal;
  3. Conseguir uma cooperação internacional para resolver os problemas internacionais de caráter económico, social, cultural ou humanitário, e para promover e estimular o respeito pelos direitos humanos e pelas liberdades fundamentais para todos sem distinção de raça, sexo, língua ou religião;
  4. Ser um centro destinado a harmonizar a ação das nações para a consecução desses objetivos comuns.
Carta das Nações Unidas, 26 de junho de 1945 (excerto)

ORGANOGRAMA DA ONU

 

BALANÇO DA AÇÃO DA ONU:

No decorrer da sua existência, a ONU tem encontrado problemas na sua atuação, e os objetivos definidos em S. Francisco não têm sido completamente cumpridos. Com efeito, não conseguiu evitar a eclosão e o prolongamento de violentos conflitos regionais, ou assumiu posições ambíguas e até demagógicas na salvaguarda dos interesses das grandes potências, o que lançou a instituição em situação de algum descrédito. Como causa da sua relativa ineficácia, podemos apontar:

– o peso da máquina burocrática e a delicadeza dos problemas em que é necessário intervir;

– o facto de a aprovação das resoluções depender do acordo dos membros que têm assento permanente no Conselho de Segurança, na prática, as superpotências.

Temos, no entanto, de registar que o mundo, atualmente, não seria o mesmo sem a intervenção da ONU. A sua ação foi e continua a ser inegavelmente meritória:

  • no apoio à descolonização após os anos 60;
  • na criação de zonas livres de armas nucleares;
  • na busca de plataformas de entendimento entre todas as nações do Mundo, através da promoção de contatos diplomáticos, de forma a evitar a eclosão ou alastramento dos conflitos (com muitos êxitos conseguidos);
  • no levantamento dos gravíssimos problemas que afetam o planeta, em geral, e dos países subdesenvolvidos, em particular, e procura de soluções através da promoção da ajuda internacional.
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