PORTUGAL E A 1.ª GUERRA MUNDIAL

No início de 1916, o Governo inglês solicitou a Portugal o confisco dos navios alemães ancorados nos portos nacionais. A troco de avultado empréstimo financeiro, Portugal atendeu o pedido e a declaração de guerra da Alemanha não se fez esperar (a 9 de março de 1916).

Confirmada a intervenção de Portugal na Grande Guerra, a preparação de uma força armada no reduzido espaço de nove meses constituiu um enorme esforço militar e económico para o país. Foi o chamado “Milagre de Tancos”. As primeiras tropas do Corpo Expedicionário Português embarcaram em Lisboa, nos fins de janeiro de 1917, tendo ido combater para a Flandres. Foram também enviadas forças militares para defenderem as colónias de Angola e Moçambique, cobiçadas e invadidas por tropas alemãs.

A participação de Portugal na guerra agravou as dificuldades económicas e financeiras do país e provocou um grande descontentamento social. Com efeito, as numerosas perdas humanas, a carência de bens de consumo, os racionamentos, a subida galopante da inflação, a desvalorização do escudo e o aumento do custo de vida desesperaram os portugueses (em especial os estratos mais desfavorecidos). Desiludidas com o regime republicano, as camadas populares não tardaram a organizar greves e manifestações que aumentaram a instabilidade e agravaram a situação económica nacional.

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4 respostas a PORTUGAL E A 1.ª GUERRA MUNDIAL

  1. Marina diz:

    Boa noite, antes de mais, gostava de vos congratular pelo ótimo trabalho que tem feito neste blog, tem-me sido muito útil.
    Sou aluna do 12º ano de história, e vou ter teste na próxima semana, enquanto seguia a matriz que minha professora me deu, vi que não conseguia responder a dois dos pontos, será que me podiam ajudar? Os pontos diziam: ” Identificar características modernistas em obras diversas” e “conhecer as medidas do “comodismo de guerra”.
    Muito obrigada pela atenção, continuação de um bom trabalho e de ano letivo.

    • Olá Marina,
      Certamente será solicitado que caracterize as vanguardas artísticas das primeiras décadas do século XX e as suas principais inovações estéticas.
      Quanto ao segundo ponto deverá querer dizer “conhecer as medidas do comunismo de guerra”.

      O comunismo de guerra foi o nome dado ao conjunto de medidas implementadas por Lenine numa conjuntura muito particular, como era a da Rússia saída da 1.ª Guerra, com uma economia em ruína e uma guerra civil entre russos que se opunham aos decretos revolucionários (brancos) e os russos bolcheviques (vermelhos). Tais medidas passaram pela:
      – nacionalização de toda a economia (campos, fábricas, comércio interno e externo, transportes, bancos, minas e empresas com mais de cinco operários transformaram-se em monopólio do Estado);
      – obrigatoriedade de entrega de todas as produções agrícolas ao Estado (ao Estado competia a redistribuição dos bens de acordo com novos critérios de justiça social – ao Exército Vermelho cabia o essencial; o restante para operários e camponeses e, no fim, os burgueses);
      – implementação de medidas laborais (instauração do trabalho obrigatório dos 16 aos 50 anos de idade; prolongamento do horário de trabalho; repressão da indisciplina no trabalho; salário auferido consoante a produtividade do trabalhador);
      – proibição de todos os partidos políticos, exceto o Partido Comunista;
      – afastamento dos mencheviques e socialistas-revolucionários que estavam integrados nos sovietes, passando estes conselhos a integrar exclusivamente bolcheviques;
      – instauração da censura;
      – reforço do poder da polícia política do Partido Comunista – Tcheca – que perseguia, prendia, torturava ou assassinava os opositores (ou possíveis opositores) dos bolcheviques. Institucionalizou-se o terror, proliferando os campos de concentração tal como as execuções sumárias (ex. durante a etapa do comunismo de guerra o czar e a sua família foram assassinados).

      Bom estudo!

      • Marina diz:

        Só depois de ter deixado o comentário, é que notei o meu erro quando disse comodismo, e em vez de comunismo, peço desculpa.
        Então terei de falar no cubismo, abstracionismo, e assim, certo?
        Quanto ao segundo ponto, fiquei esclarecida, obrigada pela sua atenção. continuação de uma boa noite.

      • Marina,

        Sim, em princípio será solicitado que caracterize uma ou mais vanguardas.

        Boa sorte!

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